21 março, 2007






foi o pior dos tempos


foi o melhor dos tempos

foi a idade da tolice


foi a idade da sabedoria

foi a época da incredulidade


foi a foi a época da fé


foi a estação das trevas


foi a estação da luz

foi o inverno do desespero

foi a primavera da esperança





dei-me à liberdade de fazer alterações
nas palavras de Charles Dickens...
afinal, é Primavera.
E na Primavera tudo se pode!




19 março, 2007








Ter inveja de um blog é feio não é?!?
E agora... como é que aprendo a fazer templates giros como este?
*snif snif*







Era photoshop





Ladies... podem trincar a lingua e desactivar aí o programa-neurose de cada vez que vêm fotos nas revistas e choram por não serem como elas?!
Poupem-se, pelo amor da virgem...



Entrego-me aos astros! Isto promete...




O sol define uma conjuntura luminosa com efectiva tendência para a concretização de sonhos. No plano afectivo está em fase ascendente e não deve de forma alguma colocar-lhe barreiras ou travões. No plano material esta semana vão ser visíveis os resultados dos seus actos. Na saúde não terá grandes problemas, contudo não se canse em demasia.


*horóscopo semanal, enviado às 00.45 via sms pela starfish*thanx my babe;)*






Há palavras que nos servem como luvas...
Há uma semana atrás, enquanto ouvia uma das professoras que mais admirei ao longo do meu curso, deixei de ser mediadora de uma mesa quando, a certa altura, me perdi nas suas palavras. De repente ela deixou de falar para uma sala para falar apenas para mim. Sim, aquelas palavras eram para mim. Aquelas, tenho vindo a esquecer-me com mais frequência de há uns tempos para cá.
Hoje encontrei por acaso uma entrevista com um psicólogo americano, onde voltei a recordar essas palavras...


Por que mulheres inteligentes fazem escolhas tolas no campo afetivo?
Cowan – Existem milhares de razões. Às vezes elas são atraídas pelo desafio de conquistar homens que não se comprometem facilmente. Esse sentimento é de ânsia, não de amor. Esse tipo de relacionamento amarra as mulheres a relações estranhas e vazias. Fiquei bastante impressionado com a vida de várias de minhas clientes. Todas eram inteligentes, bonitas, moravam bem e tinham belas carreiras. Moldaram sua vida de uma forma na qual tudo dava certo, exceto o relacionamento com homens. Era um paradoxo. Por que elas não eram capazes de usar sua inteligência nos relacionamentos amorosos? Isso me intrigou.
Connell Cowan, psicólogo americano (daqui)


É, a mim também me intriga... E quando souber a resposta escrevo-a aqui. Até lá vou-me esforçar apenas para não voltar a perder aquelas palavras dentro de mim.



17 março, 2007













Tem um momento de vida que o mais importante é a coerência, inclusive com nossas próprias contradições. Um tempo em que tudo e todos que a gente ama, ama-se pra sempre - às vezes de outra maneira - mas segue-se amando. Um tempo em que a gente não se envergonha mais das escolhas, mesmo que elas tenham mudado, ou mesmo que elas não sejam as recomendáveis, louváveis e de aprovação coletiva necessária (e às vezes exatamente por isso), em que tudo vira patrimônio indispensável daquilo que somos, da nossa humanidade, sempre construída em luz e sombra, daquilo que sonhamos e daquilo que ainda vamos ser, ou daquilo que desistimos de ser, não queremos mais ser, oras. Tem lá um momento de vida em que a gente dá menos importância ao resto e mais importância ao que queremos de verdade, seja um bife enrolado com toicinho (falando nisso, notaram que algum pudor colesterolêmico fascista baniu os bifes enrolados com toucinho da face da terra?) ou uma transgressão atordoante das normas de moral & bons costumes. Tem uma hora que só mesmo o que importa é aquilo que nos faz feliz, bom ou mau, adequado às normas sociais vigentes ou não, mas totalmente coerente com a vida que escolhemos viver, com as pessoas que amamos e que nos amam da maneira que podem e que podemos amar. Tem um momento de vida que a gente escolhe a si mesmo. É pra lá que eu tô indo. ‘Bora?



Agora vai...



Já me perdi tantas vezes a pensar nestes últimos sete meses que tudo o que transmita agora em palavras são apenas sentimentos muito refinados...
O primeiro emprego. A montanha de expectativas, a noção de que bláblá a vida não está fácil e de que ser um psicólogo desempregado nos dias de hoje é quase um pleonasmo, por isso tinha muita sorte por ter aquela oportunidade.
16 de Agosto, o primeiro dia. Tempo de chuva depois de um verão calorento. E eu, que tenho (tinha), a mania que não choro, transformei-me num pranto. Agora, olhando para trás, não percebo porque não desisti logo ali. Ah pois, não podia! Porque tinha assumido que sim, que ía. Porque não podia vir embora assim, quase sem entrar, porque as coisas podiam vir a mudar, ou podiam não ser tão más como pareciam.
Mas eram mesmo. E foram tantos os choques com o mundo de trabalho, os confrontos com pessoas ignorantes e prepotentes (mistura explosiva!)... Tantos os questionamentos, numa fase em que a identidade profissional ainda é algo tão frágil e permeável como uma escultura de areia. E a angústia miudinha que nos acompanha, numa idade em que todos os caminhos parecem possíveis mas ao mesmo tempo utópicos, e em que cada escolha é acompanhada pela responsabilidade de quem sente que há passos que determinam não só o presente mas também muito do futuro.
A par de tudo isto... o contacto com a população em si. O confronto com realidades que sempre tive noção que existiam, mas que nunca tinha sentido assim, à minha frente, nas minhas mãos... Crianças mal tratadas, famílias a viver em barracas, mães sozinhas com três filhos a viver com 200 euros por mês, pais alcoólicos, mães negligentes, mães a manterem-se vivas para fazerem sobreviver os seus filhos, desemprego desemprego desemprego, drogas, absentismo, gravidezes precoces. E tudo isto junto, na entrada 17, na 19 e na 21, no rc, no 1º andar e no 2º… Como se encontrar uma família sem um drama, uma problemática, fosse tão raro como encontrar ouro…
Sentir impotência ao ver que os ciclos perduram, quando numa família disfuncional, o filho de 16 anos sabe que vai ser pai. Ou quando se percebe que um pai passa meses e meses sem conseguir arranjar emprego e se vê “tentado” a traficar para conseguir sustentar a família. Quando se vê o desemprego, a baixa escolaridade, o absentismo, o insucesso escolar a percorrerem as várias gerações de famílias como se fossem ciclos impossíveis de romper. Quando se tem que aceitar que há filhos que deixam idosos a passar fome, a viver no meio do lixo e a morrer sozinhos e cresce em nós a descrença de que o mundo possa ser um lugar feliz.
Mas foi tudo isto, o que pode parecer apenas miséria, que constituiu a maior riqueza. Porque de cada uma destas pessoas retirei autênticas lições, e porque fazer algo por estas pessoas é extremamente gratificante.
Nos primeiros meses quase não conseguia abrir a carteira. Comparando com o que via à minha frente, quase tudo o que tinha em termos materiais passou a ser sentido como luxo, supérfluo e dispensável. Sentia revolta por perceber mais do que nunca (talvez ate mais do que queria…) que a inclusão é uma treta bem disfarçada. Porque há grupos de pessoas que nós nem vemos, porque essas pessoas nem sequer têm possibilidades de frequentar os sítios que nós frequentamos. Porque enquanto eu estou aqui sentada ao computador a escrevinhar no blog, a espreitar um jornal americano on-line e a consultar uns estudos realizados no Brasil, há pessoas para quem “ir ao Porto” é um acontecimento, e para quem comprar uma senha de autocarro significa não ter dinheiro para comprar pão nesse dia. Porque enquanto temos o desplante de encher a boca com um “oh não, bifes outra vez?!?”, há pessoas que pura e simplesmente não se lembram o que é comer carne. Por isso estes meses foram também muitos murros no estômago, muitos baldes de água fria (gelada!), mas, mais uma vez, lições ímpares. E indignação, com as pessoas que podem de facto mudar algumas políticas, ajudar estes contextos a sofrerem transformações e a desenvolverem-se, mas se limitam a amparar a pobreza. Como que deixa cair uma moedinha no chapéu do pedinte e sente aquela gratificação de quem já fez a sua parte. Como se não fossem atitudes destas que fazem com que o pobre se mantenha pobre e dependente dos outros.
Enfim... já me estou a prolongar demasiado...
Um professor da faculdade dizia-me a semana passada "pois, compreendo que tenha tomado essa decisão, trabalhar com essas populações é muito dificil". Respondi-lhe prontamente que difícil era lidar com as outras pessoas, as de cima, os chefes, sub-chefes, coordenadores e assim. Era a falta de abertura, a ignorância deles, que era profundamente limitadora e desgastante. E foi isso que me fez tomar a decisão que há muito se prolongava - despedir-me! E ao fazê-lo, um peso enorme saiu automaticamente dos meus ombros e um sorriso e uma nova disposição voltaram a aparecer!
Podia-vos dizer o que vou fazer a seguir, mas a verdade é que sou supersticiosa no que toca a só falar depois de ter as coisas como certas. Por isso vou ter que manter o mistério por mais uns dias...
“o que não nos mata torna-nos mais fortes”


14 março, 2007






Sinto-me assim!


tanta coisa que me apetecia escrever por aqui...
espero ter mais tempo nos próximos dias...




11 março, 2007

Nunca, por Mais




Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido,
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une,
A sensação de arrepio, o medo do novo, a náusea —
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma,
Trinta dias de viagem, três dias de viagem, três horas de viagem —
Sempre a opressão se infiltra no fundo do meu coração.
Álvaro de Campos




Fim de semana








O luxo não é uma necessidade para mim,

as coisas boas e bonitas são.

Anais Nin





06 março, 2007





















A vida está aí...





04 março, 2007






Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar








that's how i feel...





03 março, 2007

Surpresas...





Chegar ao meu último dia de trabalho e ter uma festa surpresa com direito a bolo, balões, música, postais, discursos e lágrimas...
perceber que, apesar dos muitos obstáculos, posso dizer que consegui rir, aprender muito, partilhar, confiar e fazer amizades que vou guardar...


Amizades...
Que vou guardar...


Isso é maior que tudo...


E é isso que me faz sentir preenchida. E sentir que por muito que tivesse sido dificil... valeu a pena!!




02 março, 2007









O mundo é redondo, de forma que

o fim pode ser apenas o princípio.











25 fevereiro, 2007

Sigilo





A vida simplesmente como contar segredos,
Eu estou dentro de ti,
Tu fora de ti.
Tu entras, tudo sai
Fecho os meus lábios perante os teus, molhados.
Eu sou o estranho quando sentes um estranho em ti próprio.

Uma nuvem morre nos teus lábios,
eu fecho as janelas da minha alma.

Um mar afoga-se nos teus lábios,
Não tenho outras janelas para fechar.

Tudo está contido.
Fecham-se as portas
porque os segredos verdadeiros não são para ser vistos.

Fernando Ribeiro



20 fevereiro, 2007

Teoria em construção...







As máscaras que as pessoas escolhem no Carnaval revelam desejos e pulsões reprimidas durante o resto do ano...








Over time
I've been building my castle of love
Just for two
Though you never knew you were my reason

I''ve gone much too far
For you now to say
That I've got to throw
My castle away

Over dreams
I have picked out a perfect come true
Though you never knew it was of you I've been dreaming

The sand man has come
From too far away
For you to say come
Back some other day

And though you don't believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And maybe too if you would believe
You too might be
Overjoyed
Over love
Over me

Over hearts
I have painfully turned every stone
Just to find
I have found what I've
searched to discover

I come much too far
For me now to find
The love that I sought
Can never be mine

And though you don't believe that they do
They do come true
For did my dreams
Come true when I looked at you
And maybe too if you would believe
You too might be
Overjoyed
Over love
Over me

And though the odds say improbable
What do they know
For in romance
All true love needs is a chance
And maybe with a chance you will find
You too like I
Overjoyed
Over love
Over you

Over you



Overjoyed*DJ Patife

19 fevereiro, 2007




rodearmo-nos das nossas pessoas
e ousarmos divertirmo-nos
sem restrições


*dance*


BOA SEMANA!!


14 fevereiro, 2007

blog's que não perco de vista...



Mme. Mean

As cores da Tulipa

Reticências e outros etceteras...

Kit básico da mulher moderna

Maria não vai com as outras






Aquela última tarde no quarto de hotel de Henry foi para mim como um forno ardente. Antes, sentira apenas ardor no espírito e na imaginação; agora é no sangue. Sagrada plenitude. Saio para a rua atordoada na noite doce de Primavera e penso, agora não me importaria de morrer.
Henry despertou os meus verdadeiros instintos, de modo que já não me sinto ansiosa, carente, incongruente no meu mundo. Descobri onde é que me encaixo. Amo-o e contudo não sou cega aos elementos dentro de nós que se chocam e devido aos quais, mais tarde, ocorrerá o nosso divórcio. Só consigo sentir o agora. O agora é tão rico e tão tremendo.

*

Tudo o que te posso dizer é que estou louco por ti. Tentei escrever uma carta e não consegui(...) Quando te vejo, tudo o que queria dizer desaparece. O tempo é tão precioso e as palavras tão estranhas a nós.
Tu vens e o tempo desliza num sonho.

*

Desprezo a minha própria hipersensibilidade, que requer tanta reafirmação, mas também me torna tão consciente da sensibilidade das outras pessoas.

*

Não são as mulheres fortes que fazem os homens fracos mas os homens fracos que fazem as mulheres super fortes.

*

Estou em constante rebelião contra o meu próprio espírito, que quando vivo, vivo por impulso, por emoção, pelo calor da incandescência.

*

Tenho um sentimento contra o caos completo. Quero ser capaz de viver com June em completa loucura, mas também quero ser capaz de compreender depois, de perceber o que vivi.

*
O luxo não é uma necessidade para mim, as coisas boas e bonitas são.



Henry & June, Anais Nin








13 fevereiro, 2007


Hoje estou tão maldisposta...
Preciso parar...

12 fevereiro, 2007

Fim de semana







08 fevereiro, 2007

ri...ri muito!!





*Prenda da Nani!
Thanx!!!

07 fevereiro, 2007






« As raparigas desconfiam tanto da verdade como da mentira. Até quando a verdade ou a mentira é feia. É um problema. Fazem de nós uma ideia em que a vida, depois dos primeiros momentos, não se intromete. É claro que estão à espera de ser desiludidas – mas o facto de estarem à espera impede-as de ficarem verdadeiramente desiludidas.


*


Para as mulheres há sempre uma razão. Porque estão sempre a pensar. E o pensamento delas não tem limites. Nos homens a inteligência tem sempre um quê de esforço – nas mulheres é natural. Nem dão por isso. Nasceram assim. Em certos casos chegam a lamentar-se. Sabem que as prejudica. Não querem, ao contrário dos homens, ser superiores – mas são. E não há nada a fazer.


*

Como todos os homens, invejo a maneira como nunca se separam. São meninas e mães e mulheres e amantes e amigas sem ter que saltar, como nós temos de fazer várias vezes ao dia, de uma condição para outra. »

Miguel Esteves Cardoso, O cemitério de raparigas





gostava de morar na tua pele
desintegrar-me em ti e reintegrar-me
não neste exílio no papel
por não poder ser carne em tua carne

gostava de fazer o que tu queres
ser alma em tua alma em um só corpo
não o perto e o distante entre dois seres
não este haver sempre um e sempre outro

um corpo noutro corpo e ao fim nenhum
tu és eu e eu sou tu e ambos ninguém
seremos sempre dois sendo um só

por isso esta ferida que faz bem
este prazer que dói como outro algum
e este estar-se tão dentro e sempre aquém

manuel alegre


06 fevereiro, 2007



«Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. O que acontece por necessidade, o que já era esperado e se repete todos os dias é perfeitamente mudo. Só o acaso fala. Nele é que deve tentar-se ler, como as ciganas fazem com as figuras deixadas no fundo de uma chávena pela borra de café.»(...)«O acaso tem destes sortilégios, a necessidade, não. Para um amor se tornar inesquecível é preciso que, desde o primeiro momento, os acasos se reúnam nele como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis.»
Milan Kundera in A Insustentável leveza do ser



Prometo que um destes dias me prolongo nestes assuntos... e explico porque, para mim, estas linhas fazem todo o sentido...

Vá-se lá perceber...








Nos últimos dias...
...dei de caras, pensei inesperadamente, encontrei na net, recebi sms, encontrei cartas perdidas, sonhei...



...com ex namorados, ex flirts, ex amigos coloridos...



Que se passa?!?






 
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